Fui abordado para participar de um processo seletivo na Azos para a posição de Tech Lead. O processo é composto por diversas etapas, sendo a última uma entrevista com o CEO da empresa.
Até a etapa final, minha experiência havia sido bastante positiva. Ao longo do processo, percebi boa aderência entre meu perfil e os requisitos da vaga, além de sentir que meu desempenho estava alinhado ao que era esperado. Passei por entrevistas com o RH, manager e head, todos profissionais extremamente educados, atenciosos e respeitosos. De modo geral, o processo até então parecia bem conduzido, agradável e justo.
Na etapa final, com o CEO, houve alguns reagendamentos por questões de agenda, até que conseguimos realizar a conversa. Ele iniciou dizendo que seria um momento leve e descontraído, apenas para me conhecer melhor. Segui a mesma postura adotada nas fases anteriores, porém, em determinado momento, fui interrompido de forma ríspida e inesperada.
A condução da conversa mudou completamente: senti uma postura arrogante, com julgamentos sobre minha trajetória profissional e minhas escolhas de carreira, sem abertura para explicação ou diálogo. Em vários momentos, não me foi dado espaço para concluir meu raciocínio. Diante da situação, pedi um minuto para fazer minha consideração final e encerramos a entrevista em cerca de 10 minutos.
No dia seguinte, recebi o e-mail informando minha desclassificação do processo. Sinceramente, isso acabou sendo um alívio, pois, após essa experiência, eu mesmo já havia decidido não seguir adiante. Atuo no mercado de TI desde 2005 e, em toda a minha trajetória, nunca havia me sentido tão desrespeitado e humilhado em um processo seletivo.
Como sugestão final, deixo uma recomendação sincera para que o CEO reveja sua postura, reduza a centralização nas decisões e concentre sua participação em processos seletivos para posições de nível manager ou head. Para cargos abaixo disso, sua participação, da forma como ocorreu neste caso, apenas torna o processo mais burocrático e menos eficiente.