Participei de uma entrevista conduzida pela responsável de RH e pela gestora da área. No início, a conversa foi bastante tranquila — a profissional de RH, inclusive, mencionou estar iniciando na área, fez uma boa apresentação da empresa e conduziu o momento de forma leve e acolhedora.
No entanto, ao longo da entrevista, a dinâmica mudou completamente. A gestora demonstrou comportamento impaciente, com expressões de desinteresse e pouca atenção durante a conversa. Quando passou a interagir, ficou evidente que não estava engajada no processo.
Ao abordar minhas experiências, me coloquei de forma aberta e disponível, mas fui surpreendida por uma postura irônica em relação ao que eu apresentava. Em determinado momento, ao ser questionada sobre meu perfil — se mais voltado para relacionamento ou operacional — respondi que possuo equilíbrio entre ambos. A reação da gestora foi um comentário com tom de ironia, o que tornou a situação desconfortável e pouco profissional.
Essa experiência gerou uma percepção bastante negativa. A postura apresentada levanta um ponto importante sobre a preparação e o comportamento de liderança dentro da empresa, especialmente em processos seletivos, que são reflexo direto da cultura organizacional.
Foi, sem dúvida, a experiência mais desconfortável que já tive em mais de 20 anos de atuação no mercado de trabalho.