Iniciamos com uma conversa por telefone, a recrutadora foi muito gentil, perguntou pelo momento em que eu estava em minha carreira, expliquei que estava em momento de transição de carreira para o meio corporativo, deixei claro as minhas experiências e falei sobre mim. A recrutadora ao perguntar sobre a pretensão salarial pediu pra que eu considerasse o fato de ter que ir morar "laaaaaaaa" na Amazônia. Eu sou da Amazônia. Aqui a ideia de encarar a região com um grande distanciamento do resto do Brasil nunca caiu bem, pois exotiza a região de alguma forma, mas não comentei nada sobre. Fui encaminhado para a próxima fase, entrevista com a gestora. Embora a gafe cometida pela recrutadora, ela foi muito gentil e entendeu também que eu tinha pouca experiência, me orientou como seria próxima etapa de forma bem didática, disse que seria uma conversa técnica, sobre indicadores de sustentabilidade, atrelado a minha experiência parecia que ela estava apostando pelo perfil que eu tinha que vai de encontro às perspectivas sobre diversidade da Natura, porém na entrevista com a gestora, por vídeo conferência, ela somente pediu pra eu falar sobre mim. A enviei meu portfólio, que continham indicadores e maiores detalhes a minha trajetória. E ela não conseguiu desenvolver a entrevista, não quis saber dos projetos que participei e de tudo que preparei para a nossa conversa. Apenas disse que esperava alguém com 8 anos de experiência no mínimo no meio corporativo. Notei certo constrangimento dela na entrevista, sobretudo pq sua expressão facial denotava empatia por mim e pela minha trajetória. Eu fiquei com a impressão de que falta na Natura o fortalecimento da área de diversidade para intensificar os esforços de transversalizar o tema, me pareceu que a recrutadora fez a aposta por estrar muito mais próxima da temática, mas a gestora ainda está com pensamentos engessados que exigem anos de experiência e não aprendizado. Isso acaba privilegiar grupos sociais em detrimento de outros.