O processo seletivo foi extremamente cansativo. A primeira etapa consistiu em testes psicológicos que demandaram cerca de quatro horas para serem concluídos. No convite enviado previamente, não foi mencionada a duração dessa fase, o que considero uma falta de respeito com o candidato.
Na segunda etapa, reuniram cinco candidatos em uma mesma sala e divulgaram os resultados dos testes abertamente, na frente de todos — o que, enquanto psicóloga, reconheço como uma grave falta de ética.
A gestora do departamento demonstrou confundir os papéis da psicologia clínica com os da psicologia organizacional, utilizando seu conhecimento de forma a encurralar os candidatos. Foi perceptível o desconforto gerado pelos questionamentos. Essa etapa também teve duração de aproximadamente quatro horas.
Na etapa final, houve uma tentativa de aprofundar em aspectos muito mais pessoais do que profissionais, incluindo perguntas sobre vivências de burnout, por exemplo.
Além disso, a gestora parece acreditar que os resultados dos testes são verdades absolutas sobre quem são os candidatos, sem considerar o contexto da aplicação ou mesmo realizar uma anamnese. No meu caso, realizei os testes em um ambiente extremamente frio, devido ao ar-condicionado, enquanto ainda me recuperava de uma gripe — fatores que, como psicóloga, sei que influenciam diretamente no desempenho e, consequentemente, nos resultados.