O primeiro contato com a empresa é bastante positivo e gera grandes expectativas. Durante o processo seletivo, o candidato é apresentado a um discurso atrativo, com promessas de um ambiente organizacional estruturado, valorização do colaborador, oportunidades de crescimento e ganhos financeiros expressivos. Contudo, ao iniciar as atividades, percebe-se rapidamente que a realidade está distante do que foi vendido.
As metas estabelecidas são abusivas e, muitas vezes, desconectadas da realidade operacional. Soma-se a isso a mudança constante nas regras de comissionamento, o que gera insegurança, frustração e impossibilita o planejamento financeiro do colaborador, além de tornar o atingimento das metas praticamente inviável. Falta transparência e critérios claros nessas alterações.
A gestão de alguns setores demonstra despreparo técnico e emocional para as funções que exerce, com pouca habilidade em liderança, comunicação e gestão de pessoas. Isso reflete diretamente no clima organizacional, que se torna pesado, desgastante e marcado por cobranças excessivas.
A pressão constante por resultados é intensa e recorrente, e as reuniões costumam ocorrer em tom de coação e intimidação, expondo colaboradores de forma desnecessária e criando um ambiente de medo, ao invés de estímulo e desenvolvimento.
Não há, na prática, a valorização do colaborador que é amplamente divulgada. Feedbacks construtivos são raros, o reconhecimento é limitado e o favoritismo se faz presente em alguns casos, comprometendo a meritocracia e a motivação da equipe. O resultado é um alto nível de desgaste emocional, adoecimento psicológico e alta rotatividade de funcionários.